De Autocaravana, tenho vindo a viajar ''cá dentro'' e pela Europa... para lá do Círculo Polar Àrtico - até ao Cabo Norte, onde vivenciei o ''Sol da Meia-Noite''.
Viajei em Autocaravana pelo Norte de Àfrica... (mais de uma vez), muito para lá do Trópico de Cancer... até à Guiné-Bissau.
Fui também por estrada à Àsia - Turquia e Capadócia, sendo que no regresso fiz a Croácia e dei um saltinho a Mostar e Saraevo na Bósnia-Herzegovina.
Sem pretensiosismo literário ou outros, apenas pela PARTILHA, dessas e outras viagens vou dando conta neste espaço.

Países visitados em Autocaravana: - EUROPA: ESPANHA – ANDORRA -FRANÇA-ITÁLIA-MÓNACO- REINO UNIDO - IRLANDA -HUNGRIA-REP.CHECA-SUÉCIA-ESLOVÉNIA - ESLOVÁQUIA- POLÓNIA-AUSTRIA-SUIÇA-ALEMANHA-BÉLGICA-HOLANDA-DINAMARCA-NORUEGA-FINLÂNDIA-ESTÓNIA-LETÓNIA-LITUÂNIA-BULGARIA - BÓSNIA HERZGOVINA- ROMÉNIA -GRÉCIA – CROÁCIA – LIENCHSTEIN – LUXEMBURGO – S.MARINO - VATICANO ÀSIA : -TURQUIA-CAPADÓCIA ÀFRICA: GUINÉ-BISSAU – CASAMANÇA – GÂMBIA – SENEGAL – MAURITÂNIA – SAHARA - MARROCOS

Outras viagens:RÚSSIA (Moscovo e S. Petesburgo) -AMÉRICA do NORTE:CANADÁ (Quebec-Ontário-Montreal-Otawa-Niagara falls) - EUA(Boston-Nova Iorque-Cap Kenedy-Orlando - Miami)AMÉRICA CENTRAL:CUBA (Havana - S. Tiago de Cuba - Trinidad - Cienfuegos - Varadero)- ÀSIA :CHINA (Macau-Hong Kong) - VIETNAM(Hanói-Danang-Ho Chi Min) -

segunda-feira, fevereiro 29, 2016

Oh Elvas, Oh Elvas… Badajoz à vista! (10)

Badajoz
Dia 5 de fevereiro 2016 - 6ª. feira
CÁCERES - BADAJOZ
Terminávamos por aqui a nossa viagem de parceria na companhia do Eduardo Costa que seguiria viagem após a chegada a Badajoz.
Mais uma viagem em franca camaradagem, por uma região de Espanha que nos deixa vontade de rapidamente regressar a terras de nuestros vecinos.
Já na AS de Badajoz - as despedidas
AS AC de Badajoz
''Casinha de despejos''
Sabíamos que existia uma nova As para autocaravanas em Badajoz.
Como tinha actualizado o Gps antes da viagem, foi mais que fácil aqui chegar.
Boas condições e num espaço exclusivo para autocaravanistas.
Calmo e a dois passos do Centro Histórico.
O espaço para despejo das K7
Talvez ainda pouco divulgada mas mesmo assim ficou repleta no início da noite.
Com abundante sinalização horizontal e vertical. Magnífico.
Da parte da manhã ainda deu para atravessar a velha ponte (agora pedonal) para colher informação no Turismo.

O complexo da Ponte de Palmas - ao fundo a Alcazaba

Badajoz é uma cidade e município raiano da Espanha na província homónima, da qual é capital. Faz parte da comunidade autónoma da Estremadura e da comarca da Terra de Badajoz. Em 2013 tinha 150 621 habitantes (densidade: 102,5 hab./km²), que representa aproximadamente 20% da população da província e 7% da Estremadura.

Baptizada pelos seus fundadores muçulmanos Batalyaws (em árabe: ﺑﻂﻠﻴﻮﺱ), a sua designação em português vernáculo era Badalhouce até ao período da dinastia filipina, um termo que persiste ainda hoje em galego. Além de ser a maior cidade da Estremadura, é também o principal centro económico da região. 

Situa-se a um par de quilómetros da fronteira com a cidade portuguesa de Elvas, à beira do rio Guadiana, um dos rios mais importantes da península Ibérica, que atravessa a cidade de leste para oeste, virando em seguida para sul. Apesar da dimensão do município ser bastante menor do que no passado, Badajoz é o terceiro maior município de Espanha em área, a seguir a Cáceres e Lorca. Tem 10 núcleos populacionais, dentre os quais se destacam, além da cidade, Gévora, Valdebótoa e Villafranco del Guadiana, todos com mais de mil habitantes.

A cidade foi fundada em 892 por Ibne Maruane, durante a ocupação muçulmana da península Ibérica, num local habitado desde os tempos pré-históricos mais remotos e sobre um povoado visigodo já então desaparecido ou pelo menos muito degradado, no cimo de uma das duas colinas que dominam a cidade: o Cabeço da Muela ou o Cabeço do Monturio. Em frente, na margem direita do Guadiana, situam-se as Cuestas (encostas) de Orinaza ou Cerro de San Cristóbal, também conhecidas antigamente como Baxernal ou Baxarnal. A fundação da cidade é comemorada pelos seus habitantes, denominados pacenses, na festa Almossasa Batalyaws, realizada em finais de setembro.

 Praça de Espanha, com a Casa Álvarez-Buiza à esquerda e o Palácio Municipal em frente; a parede que aparece à direita é da catedral.
A parte mais antiga da cidade é chamada Casco Antigo ou bairro histórico. Aí se encontram vários edifícios classificados como "Bem de Interesse Cultural", nomeadamente a catedral, a alcáçova, as muralhas de estilo Vauban, a Igreja de São Domingos e o Real Mosteiro de Santa Ana. 


Sobre a ponte do Guadiana, avista-se a AS de autocaravanas... lá está a minha à direita. A Alcazaba ao fundo.
Na década de 2000, a Praça Alta (Plaza Alta) e a Praça de Espanha, dois dos locais mais emblemáticos de Badajoz, foram restauradas em larga escala. 

A última é onde se encontra o ayuntamiento, a catedral, o Arquivo Histórico Municipal, o Museu Catedralício, a Casa del Cordón e a Casa Buiza. 

Outra praça importante em termos de património é a da Soledad, onde se encontram edifícios como a La Giralda, Las Tres Campnas e o Conservatório de Música. 
Plaza Alta
Alcazaba
Capela e Convento das Adoradoras (Las Adoratrices)
Vista desde a Alcazaba
Capela e Convento das Adoradoras (Las Adoratrices)


Parte do adarve da fortificação medieval e Torre de Espantaperros
A quarta praça monumental da cidade é a de San Andrés, onde se situam a igreja homónima, o Hotel Cervantes a Casa Regionalista e a Casa Puebla. 
A cidade dispõe de vários parques e jardins.
Plaza Alta de Badajoz también conocida como de Marín de Rodezno antiguo Zoco musulmán Badajoz.

Alcazaba



Magnífica Praça de São José







Catedral de San Juan Bautista de Badajoz
Catedral de San Juan Bautista de Badajoz
A meio da tarde, haveria de interromper a visita à cidade para me divertir ao ver a passagem de inúmeros adolescentes que 'mascarados' se dirigiam para a festa de carnaval.

Figurantes de idades variadas, mesmo crianças de berço animavam o centro citadino.
Grupos representativos de bairros vários desfilavam, não faltando mini-orquestras volantes que estridentemente animavam o cortejo.

Alegria aos molhos e um mar de colorido tornavam a fria tarde mais acolhedora.
As 'geringonças' de apoio às mini-orquestras...




''Baterias ambulantes''...








Um espectáculo inesperado
Pró menino... e prá menina...




Puerta de Palmas iluminada
O regresso sobre a ponte do Guadiana
E lá estava o meu hotel itinerante
Percorridos: 1260 kms ( dia 94 kms )
AS   -    N 38º 53' 04.8''   W 6º 58' 40.6''
Dia 6 de fevereiro 2016 - sábado
BADAJOZ - CAMPO MAIOR (P)
Depois de uma noite calma e sossegada, haveria de retomar o caminho pela curta estrada que me levaria a Campo Maior.
Na fronteira, a ruína não abona nada dos novos tempos do acordo Schengen.
Ruinas fronteiriças
Campo Maior à vista
A Praça Central de Campo Maior
A meio da manhã, prossegui uma meia dúzia de quilómetros em direção a norte até ao complexo de Rui Nabeiro.
A ideia, seria ainda da parte da manhã visitar o novo CENTRO DE CIÊNCIA DO CAFÉ - espaço de características únicas na Península Ibérica, que tem por objectivo reunir todas as temáticas com o CAFÉ.
a parte inicial do Centro com uma 'estufa' de cafézeiros 

Com este projecto, a Delta Cafés propõe-se a ultrapassar a tradicional concepção de museu, transformando-o num conceito mais abrangente, que visa não só reforçar a oferta cultural mas também aumentar a oferta turístico-patrimonial da região onde se insere. 

 O Centro de Ciência do Café – Centro de Interpretação, Divulgação Científica e Tecnológica e Promoção Turística da Delta – tem por objectivo proporcionar, a quem o visita, uma viagem interactiva ao mundo do Café, viagem essa que se traduzirá num maior e mais rico conhecimento sobre este produto.

O espaço, que pretende ser didáctico, cultural e científico, onde os visitantes podem encontrar respostas às mais diversas questões relacionadas com o café, interagindo com equipamentos e exposições, foi pensado e criado para promover e valorizar o património cultural português, em geral, e o acervo relacionado com o café em particular.  


A concepção arquitectónica do Centro de Ciência do Café a cargo do Arquitecto João Simão da DIADE, Arquitectura e Design procura a transparência entre os diferentes níveis e ambientes para sugerir uma interligação de funções de um edifício polivalente. 

 O edifício é também um lugar de encontro, oferecendo, nomeadamente, espaços de auditório, biblioteca, bar/cafetaria e Estufa, contemplando assim, espaços públicos livres (estacionamento, acolhimento e recepção, sanitários, bar/cafetaria, biblioteca); espaços públicos acessíveis (Exposições, Estufa, auditório); e espaços privados (gabinetes de trabalho, área de bastidores e apoio à Estufa, serviços administrativos).
 Por pouco, tinha cumprimentado o Empresário Sr Rui Nabeiro que dentro de dias completa 85 anos de idade.
Rui Nabeiro nasceu em Campo Maior a 28 de Março de 1931.  Hoje, é um dos empresários mais conhecidos no nosso país, não apenas por ser o presidente da Delta Cafés, mas também por todas as actividades de carácter humanitário em que sempre participou de uma forma bastante activa. 

Começou a trabalhar aos 13 anos (1944), com um tio, na Torrefacção Camelo, e pouco tempo depois, e devido à morte do seu pai, assumiu a direcção da sociedade da torrefacção (1950).
 
No ano de 1961, fundou a empresa Delta Cafés, com apenas 3 funcionários. Empresa esta que funcionava num pequeno armazém em Campo Maior, com pouco mais de 50 m2. Dotado de um carácter e de uma personalidade forte, sempre preocupado com os outros, Rui Nabeiro foi desde sempre uma  figura bastante activa na vila de Campo Maior e ocupou cargos importantes na vida social e política da mesma: de Presidente da Câmara Municipal de Campo Maior (1977/86) a presidente de clube desportivos – Sporting Clube Campomaiorense (1971/90),  membro das mais diversas associações de carácter social e humanitário. Em 1984, funda a empresa Novadelta, S. A., empresa do Grupo Nabeiro Delta Cafés dedicada à indústria e comércio de cafés, que no ano de 1994 recebe o seu primeiro Certificado De Qualidade, estando actualmente certificada em Higiene e Segurança no Trabalho, Higiene Alimentar, bem como muitos produtos Delta estão igualmente certificados.






É de salientar que esta foi a primeira empresa portuguesa a receber o Certificado de Responsabilidade Social. Reconhecido por todos pelo seu talento e profissionalismo, Rui Nabeiro é condecorado, em 1995, com o Grau de Comendador, pelo então Presidente da República o Dr. Mário Soares. 

 Em 2006, é mais uma vez reconhecido e homenageado pelo Estado Português, e o Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, entrega-lhe a Grã-Cruz da Ordem do Infante, numa cerimónia realizada no Palácio de Belém. Também em 2006, Rui Nabeiro é distinguido com o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Évora. Actualmente o Grupo Nabeiro Delta Cafés, conta com mais de 3000 funcionários, espalhados por 23 empresas (indústria, serviços, hotelaria, imobiliário, agricultura, distribuição) e exporta já para 30 países. Rui Nabeiro é um homem de qualidades inigualáveis como gestor, mas são as suas características como ser humano que o definem. O trabalho, a humildade, a amizade e o sorriso fraterno são as imagens de marca que transporta e sempre transportou para a sua vida e trabalho ao longo de quase oito décadas. 
Uma personalidade que não conheço pessoalmente mas que muito aprecio.
Ingresso Adulto: € 6,00 - sénior: € 4,00
 Efectuada a interessante visita, desloquei-me ao 'restaurante itinerante' sendo que no final me desloquei para a ''Adega Mayor''. 
 Na paisagem bela e incólume que é a planície alentejana de Campo Maior, Siza Vieira ergueu um edifício original, um volume horizontal, caiado a branco, dividido em dois pisos na sua maior extensão, e com um terceiro piso destinado a uso turístico e promoção dos vinhos da Adega Mayor.
A serenidade que emana deste volume simples, contrasta com a complexidade que alberga no seu interior, onde convivem espaços monumentais destinados à produção e ao armazenamento, e a abertura das zonas sociais, concebidas para a prova e fruição do vinho.

O rectângulo de 40×120 metros da adega assenta na cavidade existente e ergue-se em muros de nove metros de altura. 

No topo sudoeste da construção situa-se o acesso ao edifício. 

Siza reservou o último piso para a vertente mais social e pública do vinho. Aí foi criada a sala de provas que se abre para um terraço panorâmico com relvado e um espelho de água central encabeçado por um painel esculpido em mármore, desenhado também pelo arquitecto, onde as silhuetas de uma chávena de café, de um copo de vinho e de uma garrafa se sobrepõem.





O laboratório
O 'terraço' sobre a Adega
Este terraço panorâmico permite observar a vinha e o olival da herdade bem como avistar Espanha e a Serra de Portalegre.  

Opção de visita 1 - Visita e degustação de 2 vinhos
Nesta visita guiada à Adega Mayor, que se inicia com a projecção de um filme no auditório, conheça a história da adega e a produção dos seus vinhos.  A sua experiência culminará com uma prova de 2 vinhos
Inclui prova de 2 vinhos, um branco e um tinto, da gamas Caiado e Monte Mayor.
Outra seleção de vinhos sujeita a disponibilidade de stock na altura da prova e mediante pagamento adicional (vinho a copo)
Duração aproximada: 1h30m
Opção de visita 2 - Visita sem degustação - Foi esta a minha opção.
Visita guiada à Adega Mayor, que se inicia com a projecção de um filme no auditório que conta a história da adega e a produção dos seus vinhos. Seguidamente visitei as zonas de vinificação e cave das barricas onde fiquei a conhecer todos os segredos da produção dos vinhos.
A finalizar a visita subi ao espelho de água da Adega Mayor de onde se desfruta de uma magnífica paisagem.
Não inclui prova de vinhos
Duração aproximada: 45m 


 A visita custou-me € 2,00 sem degustação.
Com a casa rolante à porta da Adega Mayor
Em Campo Maior, a estátua a Rui Nabeiro
No final do dia, ensaiaria locais vários para pernoita para tentar captar TDT mas o resultado foi negativo. Incrível esta deficientíssima cobertura sendo mais grave por se captar a TV Espanhola...
Optei por ficar no parque defronte dos Bombeiros por ser enorme e prometer acalmia na noite.
Percorridos: 1297 kms ( Dia 37 kms )
_P_ (bombeiros) - N 39º 00' 44.5''   W 7º 03' 48.3''
_P_ junto a moradias - N 39º 00' 47.0''  W 7º 03' 46.9''
Dia 7 de fevereiro - domingo 
CAMPO MAIOR  - PORTALEGRE - SERTÃ - COIMBRA - BRAGA
Passagem à ilharga de Portalegre
Seria suposto percorrer calmamente todo o percurso até casa durante a próxima semana.
Com os meteorologistas a anunciar uma semana repleta de chuva, haveria de fazer todo o percurso 'de uma assentada' o que é contra os meus princípios, ainda mais sem recorrer a auto-estradas pagas.
Acontece que um vizinho me ligou a informar que haviam assaltado as garagens do prédio onde habito e onde 'ainda' sou o administrador do condomínio.
A passagem do Rio Tejo na barragem do Fratel
A única paragem ocorreria à hora de almoço na já habitual Sertã.
AS para AC da Sertã
Rápida visita à AS para autocaravanas junto à GNR e o estacionamento no centro junto ao Tribunal para fruir o wifi do Café e tratar do almoço calmamente.
AS da Sertã
AS cerca da GNR

Do Café panorãmico com vista para a AC
Sertã
Sertã
Coimbra - Rio Mondego
Viagem cansativa mas apenas com chuva após Albergaria/Àgueda.
Percorridos: 1.715 Kms ( Dia 418 Km )
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