De Autocaravana, tenho vindo a viajar ''cá dentro'' e pela Europa... para lá do Círculo Polar Àrtico - até ao Cabo Norte, onde vivenciei o ''Sol da Meia-Noite''.
Viajei em Autocaravana pelo Norte de Àfrica... (mais de uma vez), muito para lá do Trópico de Cancer... até à Guiné-Bissau.
Fui também por estrada à Àsia - Turquia e Capadócia, sendo que no regresso fiz a Croácia e dei um saltinho a Mostar e Saraevo na Bósnia-Herzegovina.
Sem pretensiosismo literário ou outros, apenas pela PARTILHA, dessas e outras viagens vou dando conta neste espaço.

Países visitados em Autocaravana: - EUROPA: ESPANHA – ANDORRA -FRANÇA-ITÁLIA-MÓNACO- REINO UNIDO - IRLANDA -HUNGRIA-REP.CHECA-SUÉCIA-ESLOVÉNIA - ESLOVÁQUIA- POLÓNIA-AUSTRIA-SUIÇA-ALEMANHA-BÉLGICA-HOLANDA-DINAMARCA-NORUEGA-FINLÂNDIA-ESTÓNIA-LETÓNIA-LITUÂNIA-BULGARIA - BÓSNIA HERZGOVINA- ROMÉNIA -GRÉCIA – CROÁCIA – LIENCHSTEIN – LUXEMBURGO – S.MARINO - VATICANO ÀSIA : -TURQUIA-CAPADÓCIA ÀFRICA: GUINÉ-BISSAU – CASAMANÇA – GÂMBIA – SENEGAL – MAURITÂNIA – SAHARA - MARROCOS

Outras viagens:RÚSSIA (Moscovo e S. Petesburgo) -AMÉRICA do NORTE:CANADÁ (Quebec-Ontário-Montreal-Otawa-Niagara falls) - EUA(Boston-Nova Iorque-Cap Kenedy-Orlando - Miami)AMÉRICA CENTRAL:CUBA (Havana - S. Tiago de Cuba - Trinidad - Cienfuegos - Varadero)- ÀSIA :CHINA (Macau-Hong Kong) - VIETNAM(Hanói-Danang-Ho Chi Min) -

terça-feira, fevereiro 23, 2016

Oh Elvas, Oh Elvas… Badajoz à vista! ( 7 )

Guadalupe
Dia 1 de fevereiro 2016 – 2ª. feira
MÉRIDA – Don Benito – GUADALUPE
Saímos de Mérida  em direcção a Don Benito que se situa entre os rios Guadiana e Ortiga, afluente do Guadiana.
Chegados à AS para autocaravanas em dia de feira, decidimos não ficar e continuar o périplo até porque não haviamos lido nada de muito importante na localidade.
Guadalupe
Chegamos finalmente a Guadalupe cujos quilómetros finais nos fez passar por estreita estrada até ao parque de estacionamento indicado pelo 'POI' do GPS.

O mosteiro de Guadalupe é um dos mais importantes edifícios religiosos espanhóis, localizado na província de Cáceres, a poucos quilómetros de Portugal.
Está implantado numa zona de montanha, longe das grandes cidades, o que lhe dá um encanto especial.
Aproveitamos para visitar a jóia da coroa da localidade.
Um guia para duas pessoas. No meu caso, com tarifa reduzida... como se fora um menino...
Começamos pela basílica cujo acesso é gracioso.
Na parte paga, as fotos estão interditas... 

Um pouco de história:
A razão da sua localização deve-se a uma imagem de nossa senhora que foi recuperada aqui por um camponês em finais do século XIII, depois de perdida desde as invasões muçulmanas.
Foi então construído um mosteiro para albergar a imagem e os monges da ordem de São Jerónimo. Este, construído e modificado ao longo dos séculos apresenta vários estilos arquitectónicos, incluindo o gótico, mudéjar, renascentista, barroco e neoclássico.
Mistura de estilos gótico, mudéjar, renascentista, barroco e neoclássico, dos séculos XIII ao XVIII.
dos degraus da basílica
Foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1993.
Desde a sua primeira visita ao mosteiro em 1464, Isabel a Católica tornou-se devota da virgem de Guadalupe e voltou várias vezes ao mosteiro. A visita mais importante terá sido a de 1492 em que a rainha se dirigiu ao mosteiro para dar graças pela conquista de Córdoba e daí terá dado ordem de financiamento à expedição de Cristóvão Colombo.
Cristóvão Colombo, também devoto da virgem, visitou várias vezes o mosteiro e em agradecimento pelo sucesso da sua primeira viagem baptizou uma ilha das caraíbas com o nome de Guadalupe.
já nos claustros

Visita ao Mosteiro:
Actualmente as visitas ao mosteiro fazem-se exclusivamente com guia. Só é permitido fotografar nos espaços exteriores. A visita termina na igreja, sendo opcional subir ao altar da virgem de Guadalupe.
No seu interior o mosteiro alberga uma importante colecção de miniados (livros manuscritos de cânticos), alguns de dimensões gigantescas, um museu de bordados (em paramentos e outras vestes religiosas) realizados pelos monges e algumas obras de arte de autores como Goya, El Greco ou Juan de Flandes.

Destaca-se ainda o claustro dos milagres, construído em estilo Mujedar.
Está aberto todos os dias das 09:30 às 13:00 e das 15:30 às 18:30. O bilhete custe 4€ (2€ para estudantes e idosos)...
De referir que nas salas que se visitam na visita guiada é proibido fotografar.
A construção do mosteiro por parte dos ''jerônimos'' prolongar-se-ia desde o século XIV até ao XVIII através de sucessivas ampliações, o que o dotou de um traçado irregular com aspeto de fortificação. Na sua construção utilizou-se preferentemente a alvenaria e o tijolo.
Destaca-se o seu Claustro Mudéjar ou dos Milagres, construído entre 1389 e 1405, em torno ao qual se situam os dormitórios e o refeitório. Tem forma retangular com arcos de ferradura apontados ou túmidos de pilares quadrados com arestas em chanfro.
No centro do pátio encontra-se um templete mudéjar construído em 1405 por Frei Juan de Sevilla, e nas suas paredes expõe-se uma coleção de telas relacionadas com os milagres da Virgem.
O sepulcro de Frei Gonzalo de Illescas, prior do mosteiro, é obra de Egas Cueman e foi esculpido entre 1458 e 1460.
O antigo refeitório do mosteiro é hoje em dia o Museu de Bordados, inaugurado em 1928 por Afonso XIII, onde se expõem mais de duzentas peças elaboradas nas oficinas do mosteiro.
Frei Gonzalo de Illescas 1639 (235 x 290 cm), Sacristia do mosteiro de Guadalupe.
No mesmo claustro mudéjar encontra-se o Museu de Miniados, considerado entre os melhores do mundo, onde se expõem livros miniados de grandes dimensões dos séculos XIV ao XVIII provenientes do scriptorium do mosteiro. Destaca-se entre eles o Livro das Horas do Prior, do século XVI.
O camarim da virgem, em estilo barroco, contém pinturas de Luca Giordano. Mas sobressai o conjunto de pinturas de Zurbarán, único de toda a sua carreira que subsiste atualmente no seu local original, a sacristia e uma sala anexa.

Museus do Mosteiro
Finalmente, entre os museus do mosteiro, cabe citar o Museu de Pintura e Escultura, situado na antiga confeitaria do mesmo, e que conta com obras de Juan de Flandes, Zurbarán, Goya, Juan Correa de Vivar, Nicolás Francés, Egas Cueman, Pedro de Mena e El Greco entre outros.
História
A sua história remonta a 1389 quando o rei João I de Castela outorga um privilégio pelo qual entrega à ordem dos JerÔnimos a igreja do santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, lugar no qual fora achada uma imagem da Virgem em finais do século XIII ou princípios do XIV por um camponês de nome Gil Cordero. A imagem estivera séculos atrás junto ao corpo de São Lucas, exposta em Roma e em Sevilha, até que em 714, em plena invasão muçulmana, a imagem foi escondida junto ao rio Guadalupe, que quer dizer "rio escondido", onde permaneceu até ao seu achado por Gil Cordero.
Proibidas as fotos... PEQUEI... não resisti a tanta beleza - Sacristia 
Em 1464, o rei Henrique IV de Castela, acompanha até ali à sua meia-irmã a infanta Isabel (Isabel a Católica), desejando acordar a seu casamento com Afonso V de Portugal. A infanta recusa o pretendente, mas, por outro lado, fica prendada da beleza do lugar. A partir desse momento, ela denominará a este recinto "o meu paraíso" e ali acudirá sempre que necessite estar reconfortada pela Virgem ou que desejem dar graças por algum sucesso extraordinário. Assim, é sabido que Isabel a Católica visitou este Mosteiro:
Em 1477 em agradecimento à vitória de Toro, com a que se proclamava vitoriosa frente à sua rival no trono Joana a Beltraneja. Foi realizado um solene funeral, presidido por D. Alonso Carrillo de Acuña, arcebispo de Toledo, em memória do rei falecido, Henrique IV, a quem lhe foi construído um mausoléu que concluiu em 1485, feito pelo afamado talhista Egas Cueman.
Em 1492, acudiu para dar as graças pela rendição de Granada. Desde aqui, ditaram-se duas cartas dirigidas ao alcaide de Palos de la Frontera, com a ordem de fazer entrega de duas caravelas a Cristóvão Colombo.
O mesmo personagem, Cristóvão Colombo, durante a Semana Santa de 1486 acudira a este lugar, acompanhando a corte dos Reis Católicos, para insistir em que financiassem a viagem às Índias; e ficou impressionado pela devoção da rainha. Encomendou-se à Virgem e, após conseguir realizar a sua primeira expedição a América, voltou em sinal de agradecimento. Durante o trajeto, além disso, batizou com este nome a uma ilha do Caribe, em 1493.
Finalmente, o testamento original de Isabel a Católica conservava-se aqui. Uma cópia foi enviada para o mosteiro de Santa Isabel da Alhambra (Granada) e outra fez-se chegar à Catedral de Toledo, embora em 1575 passou a pertencer ao Arquivo de Simancas, criado por Carlos V.
Terminada a visita, uma ligeira passeata nas estreitas ruas tendo na ideia percorre-las de novo amanhã.



O percurso de hoje
Percorridos: 873 Km  (Dia 140 Kms)
_P_ - N 39º 27’ 07.4’’  W 5º 19’ 50.3’’
Dia 2 de fevereiro 2016 – 3ª. feira
GUADALUPE – LOGROSAN – TRUJILLO
Dia de feira na terra.
Percorremos ruas e ruelas seguindo percurso pedestre gizado na 'oficina de turismo.

Percurso bem sinalizado, com placas indicativas e informativas.
Arco das Eras

Arruamentos pitorescos

Fonte dos três chorros






Arco de Sevilha

Casa de Gregório Lopez


Colégio de Infantes

Igreja de Sma Trindade


Galeria Modéjar
Arco de S. Pedro

Arco de S. Pedro
Hospital de 'Mujeres'

pasto 'citadino'
Miradouro com vistas para as partes altas da terra



Hospital San Sebastián

Hospital de la Pasión

Marcas da Inquisição

vestígios da 'inquisição'



'registos'

Arco del chorro gordo



Fonte do ''Anjo''




Passarada vária

Panorâmica de Guadalupe
À saída de Guadalupe

Logrossan (Cáceres) AS AC
Visita terminada, avançamos em direção de Trujillo.
A meio caminho, surge uma pequena localidade que nos brinda com uma AS para autocaravanas.
Aproveitamos para as tarefas próprias de viagem.
LOGROSAN.
AS para AC

o percurso deste final de tarde... os rebanhos no pasto
Trujillo  
Plaza Mayor de Trujillo
A chegada a Trujillo foi desanimadora já que um forte e frio nevoeiro nos tolheu os passos.
Trujillo ergue-se como se fosse uma coroa no horizonte, cheia de histórias para contar. Se visita a província de Cáceres, não se esqueça de visitar Trujillo, ver e admirar uma pequena cidade com mais de 3 mil anos de história, uma praça central (plaza mayor) imponente, vigiada por Francisco Pizarro, o conquistador do Peru.   
Edifício de muita história, privado, votado ao abandono
Em Trujillo podemos observar a passagem de 3 grandes culturas que passaram por aqui: a mulçumana (castelo por exemplo), a judaica (na praça mayor) e a cristã com os templos. Trujillo também é conhecido pelas suas festas e eventos tradicionais, como é o caso da Festa do Chíviri, que se celebra no domingo de ressureição e declarada como evento de interesse turístico. Nesta festa podemos ver uma mostra do folclore e gastronomia extremenha. Também a não perder a Festa anual do Queijo no mês de Maio, uma das mais importantes de Espanha.  
Iglesia de San Martin
"domina a plaza mayor e convida a entrar para a cidade velha. monumental por fora, é muito singela no interior. destaca-se o órgão..."





O nevoeiro adensava-se e nem para fazer as fotos se conseguiu  visibilidade, visitámos a cidade subindo e descendo ruas ladeadas de casas brasonadas, visitámos igrejas e torres medievais, mas até encontrar as ruas de regresso á autocaravana se estava a tornar difícil. 






Um concerto de órgão inesperado

Nevoeiro aborrecido
AS inacabada mas local sossegado para pernoita
Entramos no centro de interpretação local.


Um olhar para o exterior pouco animador...



O frio aliado ao forte nevoeiro, levam-nos a agendar nova visita quando por aqui passarmos já que após deambularmos pelas estreitas ruas vimos que a terra merece ser revisitada.












Ao fazermos uma ultima foto na Plaza Mayor, ficou a promessa de voltarmos a Trujillo com um dia de Sol, pois a beleza da cidade merece uma visita com outras condições de tempo. 



AS Logrossan – N 39º 19’ 55.4’’  W 5º 28’ 49.3’’
Percorridos: 954 Kms ( Dia 81 Kms )
AS para AC de Trujillo - (junto à Praça de Touros) N 39º 27’ 26’’   W 5º 52’ 22’’
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